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Prevenção

Prevenção de quedas em idosos: 10 medidas para aplicar em casa

As quedas são a principal causa de internação em idosos. Veja 10 medidas práticas, de custo baixo, para reduzir o risco e proteger quem você ama.

16 de abril de 20265 min de leituraPor Dra. Paula Baratz Kac

As quedas estão entre as principais causas de internação, perda de autonomia e mortalidade em pessoas acima dos 60 anos. A boa notícia é que a maior parte delas pode ser evitada — e, na maioria dos casos, com ajustes simples no ambiente e na rotina.

Neste artigo, você vai encontrar dez medidas práticas para aplicar em casa ainda hoje, além de uma orientação sobre quando procurar um geriatra.

Por que os idosos caem?

Queda raramente é fruto do acaso. Ela costuma ser o resultado da combinação de vários fatores: perda de força muscular, alterações de equilíbrio, problemas de visão, efeitos colaterais de medicamentos, doenças crônicas e riscos do ambiente doméstico.

Por isso, a prevenção também acontece em várias frentes. Cada uma das medidas abaixo reduz um pedaço desse risco.

1. Iluminação adequada em todos os cômodos

Muitas quedas acontecem à noite, no trajeto entre o quarto e o banheiro. Algumas atitudes ajudam:

  • Lâmpadas mais potentes nos corredores e escadas
  • Luz de presença no quarto, no corredor e no banheiro
  • Interruptores acessíveis antes de entrar em qualquer cômodo

2. Tire os tapetes soltos

Tapetes pequenos são uma das maiores armadilhas da casa. Se for possível, retire-os.

  • Se mantiver, use fita antiderrapante por baixo
  • Fios de telefone, extensões e cabos devem ficar fora da área de circulação
  • Cuidado especial com tapetes em entradas de banheiro e cozinha

3. Barras de apoio no banheiro

O banheiro é um dos locais mais perigosos por causa do piso molhado.

  • Barras ao lado do vaso sanitário e dentro do box
  • Tapete antiderrapante dentro do box
  • Cadeira ou banco para o banho, quando há cansaço ou tontura

4. Escadas seguras

  • Corrimão dos dois lados da escada
  • Fitas antiderrapantes em cada degrau
  • Iluminação clara no topo e na base
  • Evite transportar objetos com as duas mãos ocupadas

5. Calçado fechado com solado de borracha

Chinelos soltos, meias lisas no piso frio e sapatos de salto são riscos conhecidos.

  • Prefira calçados fechados, com solado antiderrapante
  • Evite andar descalço ou apenas de meia
  • Em casa, tênis baixo já é suficiente

6. Óculos atualizados e visão em dia

Muitos idosos caem porque não enxergam bem os obstáculos.

  • Consulta anual com oftalmologista
  • Não usar óculos de leitura para andar
  • Atenção aos sinais de catarata, glaucoma e degeneração macular

7. Revisão dos medicamentos

Essa é uma das medidas mais importantes — e a mais negligenciada.

Sedativos, antidepressivos, remédios para dormir e alguns anti-hipertensivos podem causar tontura, sonolência e queda da pressão ao levantar. O geriatra avalia se é possível ajustar doses, trocar medicamentos ou suspender os que não são mais necessários.

Nunca interrompa qualquer medicamento por conta própria.

8. Exercícios para força e equilíbrio

Depois dos 60 anos, perdemos massa muscular mais rápido. Exercício é remédio.

  • Caminhada diária, mesmo que curta
  • Fisioterapia, hidroginástica, pilates ou tai chi chuan
  • Atividades que treinam especificamente o equilíbrio
  • Mesmo 20 minutos por dia já fazem diferença

O ideal é uma avaliação com fisioterapeuta para prescrever exercícios seguros para o estado atual do idoso.

9. Hidratação e alimentação cuidadas

A desidratação é uma causa comum de tontura em idosos — e muitos deles perderam a sensação de sede.

  • Água ao alcance, em copos pequenos, várias vezes ao dia
  • Vitamina D e cálcio ajudam na preservação da massa óssea
  • Proteína em todas as refeições para manter a massa muscular
  • Avaliação nutricional quando há perda de peso ou apetite reduzido

10. Avaliação geriátrica ampla

Nenhum checklist substitui uma avaliação individual. A Avaliação Geriátrica Ampla inclui:

  • Testes de marcha e equilíbrio
  • Revisão completa dos medicamentos
  • Avaliação cognitiva, visual e auditiva
  • Exame da força muscular e das articulações
  • Mapeamento de riscos do ambiente doméstico

A partir disso, o geriatra elabora um plano de prevenção específico para cada paciente.

E se o idoso já caiu?

Qualquer queda merece atenção, mesmo quando não houve ferimento aparente.

  • Anote hora, local e circunstâncias
  • Procure o geriatra mesmo que o idoso diga "foi bobagem"
  • Duas ou mais quedas em doze meses indicam alto risco e pedem investigação detalhada
  • Fique atento a sinais tardios: dor persistente, dificuldade para caminhar ou mudança no humor

Quando procurar o geriatra

Alguns sinais indicam que a avaliação não pode esperar:

  • Mais de uma queda no último ano
  • Dificuldade para levantar da cadeira sem apoio
  • Tontura ao ficar de pé
  • Medo de cair que já começou a limitar as atividades do dia a dia
  • Uso de cinco ou mais medicamentos diariamente

Prevenir quedas é, em grande parte, identificar cedo o que está tornando a queda possível. Quanto antes isso acontece, maior a chance de manter a autonomia e a qualidade de vida do idoso.

Ficou com alguma dúvida?

Agende uma avaliação geriátrica com a Dra. Paula Baratz Kac.

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